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18 de abril de 2010

A Trilogia da Morte (parte I)

Consegui um novo lugar e ele é tão melhor. Estava dançando como o diabo quando ela me deixou ir, livre, insatisfeito e livre, por espontânea pressão. Encontrei-me, após ver a televisão da minha sala ligada, enquanto eu estava sozinho na poltrona, com o resto dos cômodos completamente vazios. Desliguei e dei um sorriso, não sabia mais a quem estava enganando, mas eu tinha que viver isso hoje, não poderia dizer pra mim mesmo que estava preso em um mundo criado por ela, não poderia aceitar hoje, que ela tinha ido e provavelmente nunca mais voltaria pra me libertar. Chamadas recusadas, o toque de um telefone mudo, e a minha triste insistência me levariam a fazer coisas que eu jamais desejaria fazer. Oh, Jenny, você sabe que eu tentei esse tempo todo, antes de você dizer adeus.

Deixe o Bourbon na prateleira, vou bebê-lo sozinho. Eu te amo eternamente, e você sabe que eu não ficarei satisfeito até te abraçar novamente. Dê-me mais uma chance essa noite, eu prometo consertar tudo, mas provavelmente você não tem tempo pra isso, com esse estúpido sino tocando. Jenny, me diga, aonde eu vou ficar? Quem é aquele garoto segurando a sua mão? Eu nunca gostei do seu cabelo ou das suas companhias, mas eu só quero um abraço seu! Você não vê que eu não estou satisfeito?

[continua]

12 de abril de 2010

People, lines and puzzles


Imagine uma linha que defina você. Essa linha imaginária, ela tem fim? Ela tem começo? O sentido dessa linha é claro? E o mais importante, qual o destino dessa linha? Essas perguntas provavelmente justificam uma vida inteira, a busca incessante do “ser”. Qualquer pessoa desse mundo já parou pelo menos por uma fração de segundo para se perguntar quem é, mas poucas pessoas ficam se perguntando quem é constantemente, diariamente. Isso é necessário para melhorarmos como pessoa, e durante essa busca é fundamental não nos perdemos o foco, ou inclusive nos perdermos no meio dessa busca do “ser”, o que é perfeitamente normal.

Durante certo ponto dessa busca, você percebe que pessoas são semelhantes a quebra-cabeças, que não podem ser definidas, por não ser algo constante, que sempre falta uma peça essencial para fazer o todo parecer um só. Pessoas estão mudando a todo o momento, por motivos mais triviais possíveis, sutilmente. E com essa mesma sutileza que elas mudam as pessoas que observam essas mudanças - algumas inconscientes, mas observadoras. A partir desses quebra-cabeças sem fim, é possível escrever uma linha em cima dessa questão do ser ou não ser, é possível montar um mosaico de peças avulsas, que no fim dão uma imagem de quem você é. Sem se esquecer, é claro que as aparências enganam, e se enganar no meio de tantas imagens falsas ou reflexos defeituosos é perfeitamente humano.

11 de abril de 2010

Sobre o mundo e espelhos



Tentei olhar no espelho e encontrar em ti um lugar pra mim
Mas o reflexo me dizia que você não estava ali
E agora eu sei que eu não tenho um lugar seguro pra ficar.

3 de abril de 2010

Feliz Páscoa!


Pascoa é tempo de agradecer àquele que lutou, morreu e ressucitou por nós. Obrigado, Dean Winchester (por todas as vezes).

27 de março de 2010

Caro Muggy

Sei que já disse isso isso outras vezes, através de outras cartas, mas o fato de isso ser repetitivo não quer dizer que seja falso, muito pelo contrário. Fico repetindo isso pela veracidade do fato, tão real quanto essas frases de efeitos misturadas e enroladas que você lê agora. É tão genuíno, que me faz querer repetir isso a cada hora que passa, a cada dia que não volta, a cada minuto que consegue escorregar por entre meus dedos. Eu tenho medo de quando a aurora chegar, e eu não te ter deitado ao meu lado na minha cama. Tenho medo do caos que esse vazio produz, tenho medo de enfrentar só os fantasmas que me assombram, as vozes na minha cabeça que eu ouço. A verdade é que eu não sei mais viver sem ter você, eu aprendi a me apoiar em você, você virou uma parte essencial na minha vida. Se lembra quando eu disse, quando eu cansei de repetir que 'não há como fazer você parar pra pensar em como eu tenho agido nos últimos dias em que eu não lhe vi' ? Por enquanto, a situação se resume á isso.

22 de março de 2010

Someone told me


Já cansei de fazer a mesma coisa diversas vezes. Sentar aqui nessa mesa e tentar passar pro papel o que eu estou sentindo, nesse exato momento, mas não dá. Se contentem com o meu silêncio, não escrevo mais para desabafar. E não é porque eu não ando escrevendo que me falta inspiração, eu tenho de sobra, mas isso não vem ao caso. Só queria informá-los, caros leitores (imaginários ou não) que o tempo de escrever para desabafar acabou, e estamos em uma nova era. Essa porcaria de adolescência finalmente está fazendo algum significado.

Someone told me... that I was the brightest little firefly in her jar.

28 de fevereiro de 2010

Cigarette Smoke


Deito na cama, olhando para o teto, acendo um cigarro e observo a fumaça subindo em círculos. As vívidas espirais passam a impressão falsa de vida, como se estivessem dançando lentamente - mesmo por apenas um segundo.