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25 de dezembro de 2009

My Under Skin III

E quando um passo a frente te distancia dois passos da pessoa-motivo pra seguir em frente?

22 de dezembro de 2009

Sorte



Sou grato pela vida que eu tenho, eu poderia ser uma dessas crianças famintas, mas não sou, porque tive sorte. Aposto que se uma dessas crianças tivessem alguma coisa, por menos que seja, eles dividiriam com quem não tem nada. Nós temos tudo, porque não dividimos? Hipocrisia move o mundo, hipocrisia mata pessoas.


Cuidado, o próximo pode ser você.

16 de dezembro de 2009

Recomeçar

O dia de hoje marca o fim de um ciclo, e o começo de outro.

Exatamente 1 ano de blog, isso pede mudança por natureza.

Por enquanto, o 'Atrás de um olhar, de um gesto... pode se esconder uma grande ironia' está desativado, agora eu darei vida ao 'Turn the cd, mix the tape!' que vai ser o mesmo blog de sempre, mas com um pouco mais de "liberdade" que o antigo, e também tratará de assuntos diversos.

Aproveitem a sua estadia, obrigado.

15 de dezembro de 2009

Footprints

   As luzes enfeitavam o que aparentava ser apenas uma bela e reluzente fachada, eu já não tinha mais pra onde ir, eu já era um só com a cidade, ambos a sós. Estava alto demais para ler o que escrevera no guardanapo, já não conseguia ser lúcido o bastante pra continuar a infeliz carta de amor, meu coração partido não encontrava nenhuma palavra suficiente, não havia motivo pra se desculpar, já que não haveria perdão. Continuei minha caminhada, lentamente, enquanto a noite fria me fazia sentir o calor se esvair do meu corpo, minhas bochechas já estavam vermelhas de frio. Aquele sussurro tão familiar me vez virar pra trás, vi que tinha imaginado a voz, vi que precisava daquela voz dizendo que minhas bochechas vermelhas eram motivos para sorrisos e abraços, vi que precisava da dona da voz. 
   O que fazer quando o orgulho fica acima do coração? Só sentira falta agora, como um membro perdido do corpo, como uma ausência de si mesmo. As simulações anteriores de falta se mostraram insatisfatórias, pois nenhuma dela conseguira resumir o que é esse aperto freqüente no coração que o faz bater rápido, rápido demais a ponto de fazer o coração parar de bater. “A noite finalmente me abateu” - pensava, já tinha perdido o jogo, mas pensando bem, não havia mais nada para perder, tinha perdido tudo em uma perturbada noite na semana passada, que viria a ser o motivo para as futuras crises, e a causa principal do seu estado não-lúcido em que se encontrava agora.

8 de dezembro de 2009

My Under Skin II

Nunca duvide de você mesmo, nunca ache que você não é capaz, por mais difícil que seja o que almejas, se tem alguém que sempre tem que acreditar em você é você mesmo. Isso não é amor próprio, mas sim a prova do poder que você tem nas mãos, independente se te disserem que não tem jeito, que não tem saída, sacrifique quem duvidar de você em prol do seu sonho, tenha sonhos, viva. Mas nunca esqueça de si mesmo, por mais perdido que você esteja nos seus caminhos, sempre tem um recomeço.

Quebre as correntes.

24 de novembro de 2009

JJ says goodbye



Ainda sinto o gosto amargo da poção que tomei, meu organismo repugna esse veneno que se espalha pelo meu corpo e lentamente dá cabo a minha vida, tirando a luz dos meus olhos, meu fim não pode estar tão perto assim... dou cabo a minha vida, pois não vejo mais motivo para permanecer nela. Quero me aventurar em lugares que até a razão desconfia, quero ir aonde nenhum humano chegou, ou pelo menos voltou para contar. Effy, por favor me perdoe, dói muito mais em mim não ter a quem amar.

23 de novembro de 2009

I need you so much closer




E nesse pôr-do-sol...

... fica a certeza de que a mesma luz do sol nos ilumina, e o mesmo céu está acima de nós, e a incerteza de que algum dia eu venha te achar, pessoa cujo rosto ainda não reconheço. Enquanto isso, aproveito meus momentos de ócio...

So come on.

19 de novembro de 2009

Vertigem



Não quero mais ficar aqui em cima, quero voltar de onde vim, lá de baixo, aonde tudo é mais simples e se resume em uma dimensão, cansei de ver o quão longe a linha do horizonte está, cansei de pensar o quão pequeno sou eu olhado de longe, o quão significante minha existência é quando olhada de um sentido mais amplo, quando olhada lá de cima, exatamente aonde estou e nos andares superiores desse prédio branco, que pode ruir e desabar a qualquer instante, me levando junto a ele. Tenho medo de altura, e agora sei o exato motivo por nunca ter vindo aqui antes.

14 de novembro de 2009

My Under Skin I

Quem é você que eu não reconheço?
Porque você não consegue me ver?
Esse muro, essa parede sólida de gelo
Esse abismo que nos separa, qual a importância dele?
É desse vazio, que és preenchida?
Agora sim, vejo porque não te conheço mais
E o porque dos nossos caminhos não se cruzarem
Queremos coisas diferentes, estamos em situações diferentes
Somos pessoas diferentes, agora preenchidas por coisas diferentes
Não somos mais quem éramos juntos, não mais.
"Boa sorte"

13 de novembro de 2009

The Gray Race




Consideremos, por um instante que o mundo é todo preto-e-branco, e as pessoas por natureza, tem cores também, sem abusar do termo colorido.

- Qual a sua cor? Que cor você acha que é?

Sinto muito, mas hoje nós só somos um negativo do que as gerações passadas foram, digitalizamos emoções, ditamos um modo de vida, construímos essa sociedade que está impregnada dessa coisa podre e fedida chamada hipocrisia, e um após o outro nós caímos e insistimos no erro, construímos um castelo de areia, que vai ruir na primeira grande onda que vier, mas nos enganamos, nos encolhemos quando o mundo que criamos sofre um abalo por uma circunstância qualquer, nos ofendemos quando ferem o que chamamos de orgulho, e tomamos decisões tolas e estúpidas por isso, fodemos com a natureza e depois falamos em "desenvolvimento sustentável", em "preservar", em "economizar". Sem mais nada pra dizer, falamos milhares de coisas que não faz nenhum sentido, até inventamos algumas pra nos fazer melhor, pra ter uma mão imaginária pra segurar, um corpo imaginário pra te abraçar, uma face sorrindo pra dizer que tudo é uma maravilha, inventamos mais e mais mentiras pra não ter que encarar a realidade, reagimos de acordo com a imaginação só pra pensar que o mundo pode ser perfeito, mas o que não encaramos é que o mundo é perfeito, e quem é imperfeito é o ser humano, isso nunca vai funcionar. Somos a raça cinza, uma sombra, vivemos nas sombras, somos pessoas cinzas fazendo um trabalho cinza, em um mundo preto-e-branco.

- Você ainda acha que tem cor? Ou acha que é só mais um negativo?



* Feliz sexta-feira 13, que seus fantasmas te afrontem, e você enfrente seus demônios.

6 de novembro de 2009

Aquele transeunte insolente

A cidade dorme, enquanto eu aqui fico pensando em como quebrar as regras, pensando em como burlar as normas, como me esquivar cada ataque de frente que o acaso insiste em desferir.

O mundo me vigia, observando de perto cada paço que inocentemente dou, cada gesto que faço inconscientemente, cada ação sem sentido e cada reação sem mais sentido ainda, o mundo nos vigia.

Eu fico em silêncio, pra ouvir e observar o que cada um ao redor de mim faz, aonde cada coisa fora do lugar cai, por onde meus passos me levam, aonde a onda do mar bate, aonde o vento sopra.

A cada volta, a cada círculo andado, a cada história repetida, é como se essa cidade, as pessoas e o mundo conspirassem contra mim. Todas essas ações inúteis finalmente parecem ter alguma razão, uma causa ou, causador.

Medo? Todos temos, isso reforça meu traço humano, mesmo que perdido. Não é a justificativa para deixar de ir em frente, mas sim para todas as feridas não-cicatrizadas no meu corpo, lembranças de cada batalha perdida, ou celebração de cada dádiva vinda até mim por meio de uma batalha.

Insisto, insisto para ganhar a guerra, que só acaba quando eu chegar aonde quero, eu, e somente eu digo quando isso acaba.

Deixa eu entrar na sua vida?

3 de novembro de 2009

Antes da tempestade



Ouço o vento lambendo o topo das árvores, um tipo de vento gelado, do tipo que anuncia uma grande tempestade. Meu corpo antes vazio, agora se enche de ansiedade e medo, que antes eu guardava nas mais profundas entranhas da minha alma os vêem sendo expostos pela reles passagem de uma simples tempestade. Meu mundo é revirado, virado ao avesso, se ele não tiver uma base sólida, virá a ruir, se transformar em entulho, e se eu não tiver a determinação necessária pra reconstruí-lo ou ao menos reparar os danos, será arrasado na próxima tempestade.

Determinação tal essa a ponto de ver aquela gigantesca nuvem negra vindo e esbravejar a plenos pulmões aquilo que nunca pode ser dito por você, e ir de frente contra a tempestade, mesmo sabendo das possíveis conseqüências, mesmo sabendo de toda fúria e ferocidade que uma tempestade carrega.

Porém, depois que você atravessa, você olha pro outro lado, depois que as sombrias e terríveis horas passaram você vê que é forte, que foi capaz de ir contra algo que todos temem, vê que foi capaz de passar por tudo, mesmo que você tenha dado meia volta, mesmo que você não tenha atravessado intacto, você sempre poderá recomeçar.

A paz antes da tempestade... é isso que me fascina, e que também me dá medo.

20 de outubro de 2009

1001 destinos



Você é realmente livre?

Se você é livre, por que segue as regras desse jogo estúpido que foi imposto a você? Por que você perde tempo decorando as regras, procurando uma brecha nelas se você não quer fazer parte desse ciclo vicioso, se você não quer fazer parte desse jogo macabro e infantil?

Você diz que não nasceu programado(a), mas segue um padrão de vida que foi pré-estabelecido, e quando alguém contesta isso, você não entende, ou finge não perceber. A cegueira não incomoda, pois a sua mente já está tão acomodada e acostumada que você chega a pensar que é cego por não existir nada para ser visto. Uma convicção é bem mais prejudicial e infecciosa que um "demônio".

Você encara isso de frente ou repreende (faz careta) quando lê a palavra demônio?

Você acha que faz a diferença? Então porque você repreende tudo que é diferente?


Você pode ver que existe 1001 destinos a cada esquina?

Você é tão cheio de si mesmo a esse ponto?

16 de outubro de 2009

Nomes diferentes para as mesmas coisas

*Solidão, solidão, o que serias de mim sem ti.

*Em uma manhã que eu nem consigo descrever, uma manhã tão comum que apenas o que me incomoda é a dor nas minhas costas.

*Nomes diferentes para as mesmas coisas, talvez seja isso. Eu escrevo muito sobre o amor, e entendo que não é fácil de achar ele, ma será que eu realmente nunca o vi? Sentir saudades já senti, gostar já gostei, mas será que eu me engano quando a minha cabeça dá um nome quando o coração diz que é amor, em sua pura e genuína forma? De fato, já sofri todo tipo de amores e em algumas vezes até o oposto disso, muito sutil. Tenho que aprender a amar, mas até agora não achei quem me ensine isso, mas quem sabe o que vai ser daqui pra frente?

*E eu ainda continuo com a dor nas costas....

15/10/09


* Eu me perdi no meu caminho, me perdi dentro de mim mesmo, e só percebi isso quando me olhei no espelho e só vi vaidade subjugada. Estive preso no meu retrocesso, como se no começo existisse uma jaula imaginária com humanos dentro e eu estivesse fora dela, até que eu fui forçado a entrar, e depois que entrei, comecei a pensar como os humanos que estavam dentro, me esquecendo de como era estar fora da jaula imaginária, mas eu sabia que o lá fora existia, sabia que era real talvez seja essa a principal diferença de mim para o resto, e a razão de eu me sentir deslocado na maioria das vezes. Me tornei muito amargo durante essa caminhada para sair da jaula imaginária, a inocência anterior fora convertida em um tipo de amargura sagaz, me tornei uma pessoa muito seca em busca de água, água que eu já tinha, uma água contida.

* Quero me reconstruir, mas não sei como me desfazer, não sei como me quebrar (considerando que para reconstruir algo, têm que quebrar-se algo primeiro), será que alguém poderia fazer isso por mim? Já não tenho motivação nem disposição suficiente para tal, mas necessito disso para um bem-estar futuro, e não a comodidade atual. Quero reconstruir uma versão aprimorada de mim, mas já não lembro mais de quem eu costumava ser, como poderei aprimorar algo que não sabia como era? Sei o que sou hoje, uma espécie bem estranha de Dom Quixote as avessas, lembrando de mil e uma coisas, esquecendo que sair de casa já é se aventurar.

Eu preciso da tua presença para que,
pela primeira vez, sentir genuína saudade.

29 de setembro de 2009

A morte do morango


Uma dor transcendental transpassou a minha alma e a rasgou em duas, a primeira acreditava em todos, e a outra apenas em si mesmo. Eu tinha sido separado em egoísmo e inocência, e o egoísmo ludibriou a inocência, então eu fui tomado por demônios. Lá no fundo eu podia ouvir uma voz sussurrando: enfrente seus demônios!, mas não passava de um sussurro. E em seguida um grito que congelou a minha coluna e fez os cabelos da minha nuca subirem. Um grito alto, agudo e irritante. Então, eu vi uma garotinha de rosto angelical, ela era a personificação da minha inocência, mas ela me culpava por ter sido ludibriada pelo egoísmo, e em conseqüência disso a inocência se rebelou, mas o egoísmo de tão ambicioso que era, acabou por matar a inocência. Desde então, nunca mais acreditei em ninguém.

20 de setembro de 2009

Indiferença


O crescimento do ser humano é determinado pela sua caminhada, e pelas dores e decisões que ele vai tomar. A dor faz as pessoas crescerem, ou desperta um sentimento incoerente e incompreensível. O fato é que quem erra aprende, e quem sente dor cresce, enquanto sentir dor irá crescer, portanto, a dor é o crescimento. Por que crescer é sentir dor?

Durante a dor você se vê sozinho, você sente medo, angústia e algum punhado de coisas do tipo, e o principal é que quando passa o momento da dor, você olha pra trás e vê que conseguiu atravessar, que conseguiu passar por aquilo, vê que é forte por sobreviver, é uma motivação a mais pra aproveitar a plenitude de coisas triviais como um sorriso, uma chuva, um pôr-do-sol, uma nuvem e até mesmo uma pessoa (ou várias), você passa a ver essas coisas como uma redenção. Porém, apesar de todo o horror que se esconde atrás da dor, existe uma coisa que é pior que ela: a indiferença. Indiferença com outra pessoa, com outra coisa, ou até consigo mesmo, ela é terrível em todos os aspectos. Indiferença é a ausência de sentimento, como se fosse um vazio, nada, um tipo de coisa que não se dá para imaginar até sentir.

Com a indiferença, não há uma mudança de estado, não há um crescimento, é apenas um monte de nada, como se anestesiassem a outra parte de você que não era indiferente. Anestesiado uma vez, você não tem mais a perspectiva de sair daquilo, muito menos a de encontrar uma redenção, você se encontra dentro de uma aspas de você mesmo: o “eu”. A indiferença não te faz humano, a indiferença não te faz desumano, ela não te faz nada. A indiferença é uma doença crônica, e como toda doença, ela também mata. Ela mata, mas ninguém a reconhece por querer que a mesma não exista. Alguém consegue imaginar uma coisa pior que ser um vazio?

Sabe o que é pior que ter o coração partido?
É não lembrar de como você se sentia antes.

22 de agosto de 2009

Connection fail, try again

Pessoas são surdas, mudas e cegas. São surdas por serem mudas, e são mudas por serem cegas e são cegas por serem surdas. A partir do momento que você não descobre a si mesmo, você não fala, quando você não fala você não aceita nada que venha de fatores ou relações exteriores, o que acaba te cegando, a falta do desconhecido, o medo faz fechar os olhos, daí vem o medo de não falar, falar pode te entregar, e ninguém quer perder, ninguém gosta, todo mundo gosta de manter as aparências, porque elas são sempre óbvias. Cheguei à essa conclusão, que pessoas são singulares e individualistas por não saberem que são. Superficialmente todos sabem, eu sou a roupa que eu visto, eu sou a bebida que eu bebo, eu sou a música que eu ouço, sempre fui assim. Até quando vai durar isso? Até quando a máscara vai permanecer aí? Não tenho nenhuma resposta, só tenho perguntas. Não me considero uma pessoa completa, não poderia, perdi um pouco do meu formato humano, e acredito na idéia de que escrevendo talvez eu encontre o caminho para trazer a minha humanidade de volta. Tenho medo e não conheço a mim mesmo, portanto sou cego surdo e mudo, e o pior, sou cego surdo e mudo e ainda perdi a minha forma humana, esse quadro se agrava durante as crises existenciais: eu sou um desperdício de espaço, só isso. Eu sou o que os outros dizem de mim, pessoas que dizem o que eu quero ouvir, e a ausência disso se chama solidão, solidão que leva as pessoas a acreditarem que tem alguém no mundo que foi feito pra ela, que algum dia misteriosamente vão se esbarrar no aeroporto, casar e formar uma família. Por que a solidão é dor? Porque na solidão você não tem ausência de companhia, você tem ausência de si mesmo, você perde a sua forma humana quando não está em companhia, e se desprender do seu conceito de “eu” dói, mais que tudo. Então o que fazer para tomar a forma humana enquanto fico sozinho, vou me ocupar é claro, hobbies e manias, te fazem preencher o vazio que é a solidão e mais, te faz criar mais laços, para ficar cada vez mais acompanhado. É por isso que eu digo, todos nós somos sozinhos, independente de quem seja, nascemos e morremos sozinho, sem ir a lugar nenhum.

15 de agosto de 2009

Nossas freqüências

Garota, eu quero te dizer milhões de coisas, sobre a falta que me faz você, sobre como é você para mim (e a importância disso), sobre o mais que apego e afeição que relaciono com a sua pessoa, enfim, milhões de coisas.

Minha vida tem tomado um rumo meio que agitado nessa última semana, mas nem a correria do dia-a-dia, nem tudo isso nem nada, me faz esquecer de ti, nem por um instante, a única coisa que temos (pelo menos eu) almejado nos últimos meses, um instante contigo, pra te dizer tudo o que eu já cansei de escrever, o que só (por enquanto) eu posso te oferecer, são só palavras.

Sabes que eu tenho um certo desapego mundano, e caso não saiba, eu quero te dizer agora, que você é a pessoa que eu mais me apeguei, e acho que vai ser assim por um bom tempo, por isso te escrevo agora. As vezes, quando tudo parece longe e surreal, você quem traz tudo de volta pra mim, faz tudo voltar à tona, memórias de um passado que é real, na mesma proporção, mais que uma idéia fixa e um pouco menos que Romeu e Julieta, épico.

Enfim Suicide Girl, nunca se esqueça que o Mr. Confusion aqui, está sempre sintonizado na nossa rede wi-fi, e que o tempo dita as regras do nosso jogo, e ele é uma das razões de tudo isso que eu te escrevi, see ya.

I'm here to talk to you
Even if i sometimes just don't talk...
Just staring at you

13 de agosto de 2009

Sobre Sonhos ( e a Infinita Highway)



Comecei a perseguir um pequeno sonho, pequeno e simples na essência, mas complexo em sua realização, e que com certeza pode me oferecer vários enormes e suculentos frutos mais a frente. Fazia um certo tempo que não lembrava mais como era sentir medo e ansiedade, redescobri isso ao mergulhar de cara no desconhecido, o ridículo chega de fininho, faceiro como só ele sabe fazer... Ansioso para sair o mais rápido do desconhecido, então era ânsia de tornar o desconhecido conhecido, e isso exige tempo, e mesmo se fizesse de pronto isso me cegaria de tal forma que seria melhor arrancar os olhos ao invés de tê-los, aí viria o medo do ridículo, por estar cego e não poder conhecer absolutamente nada, além do estranho, mas pela minha sorte já estou familiarizado com esse, não tenho medo do estranho, e sim do aparente e (ou) do inevitável. Sei muito bem como é estar cego e conheço muito bem o ridículo, por isso digo, prefiro não fazê-lo. No fim das horas de espanto e desnorteamento correu tudo bem, para a minha surpresa, finalmente me senti um astronauta pisando na Lua, provavelmente irei gastar um pouco do meu cotidiano nela até ser tomada repentinamente, antes que tudo se desfaça, a estrada daqui até a Lua é longa e o caminho é arriscado, mas eu estarei lá, em cada parada daquela rodovia, a infinita highway.

Corra, voe alto sem perder a direção
Acorda, o medo não é a solução.

10 de agosto de 2009

A Carta de Dom Quixote




Muito prazer, me chamo Dom Quixote De La Mancha, escrevo de outros tempos, creio eu que menos alegres do que o para qual vos escrevo agora. Eu sou um guerreiro do mais puro sangue, matador de Dragões, mas não por ser nobre, e sim porque o meu espírito de guerreiro diz para assim fazê-lo. Não é fácil ser um guerreiro, mesmo nesses tempos, nunca foi, e tenho certeza de que nunca será, caro leitor desocupado do futuro. Espero que alguém no futuro saiba quem foi Dom Quixote, uma vez que aqui sou um legendário matador de Dragões, um herói pouco estimado nos meus tempos, talvez pela má fama de lunático aluado que ganhei após derrotar um Dragão enorme, cuspidor de chamas incandescentes que queimavam tudo o que tocavam, chamas que ardiam para sempre, chamas perpétuas, mas eu não ligo. Eu não ligo, se esse for o preço que tenho que pagar por ser quem eu sou, o preço que eu pago por lutar por amor. E você, pessoa futurística, saiba que lhes deixo como herança os meus ideais, espero que com uma fagulha de certeza que você jamais desista de lutar, mesmo se não for contra Dragões lendários, lute por amor, ás causas perdidas. Então não me decepcione, porque vocês são meus herdeiros, herdeiros de Dom Quixote De La Mancha.

4 de agosto de 2009

Acordar



Se ver em um novo dia, levantar mais uma vez, abrir a janela e sentir o cheiro do mundo, o cheiro das pessoas, o cheiro de tudo, o cheiro. Acreditar, viver com a inabalável certeza que um dia o cárcere que te mantêm preso há certo tempo, irá se desfazer em pouquíssimo tempo, são só horas, apenas horas. De repente, as quatro paredes ficam pequenas demais, fazia tanto tempo que não tinha reparado nisso... Esses móveis, essas cores opacas, tudo isso mostra o quão vazio foi, e o quão escuro foram as minhas lembranças, mas enfim, tudo vai virar cinzas. Saber que existe um mundo imensamente enorme lá fora é fonte de conforto pra mim, porém, saber que perco dias, horas, minutos e segundos aqui é uma fonte eterna para certo desapego, e um sentimento de inutilidade, de não poder fazer nada quanto a minha atual situação. O vento troca de direção, se é a meu favor ou não, o tempo dirá, somente ele.

3 de agosto de 2009

Nuvens...





'''''''''''''A aurora vai embora, nuvens vêm para brincar novamente, a criança com seu brinquedo na mão ouve um sussurro e não consegue distinguir de onde viera, olha para o chão e vê uma poeira brilhante, aparentemente suspeita, o gracioso e sapeca redemoinho rodopiante gira incansavelmente, uma mais que convidativa sensação de entusiasmo invade a menina e ela entra no meio do redemoinho, por instantes se sentindo como se fosse o centro do mundo, e que o resto existia somente para viver em sua função. Rodopiava até ficar tonta demais para permanecer em pé, deita no chão e olha o céu, sente um desejo irrefreante, instantâneo e inexplicável de ser uma nuvem, só pra ficar vagando e vagando ao sabor do vento, sem nunca crescer ou envelhecer...
' '''''''''''A criança que antes se tornara dona do mundo deixa a felicidade e a inocência da infância para se tornar alguém normal indo a lugar nenhum, apenas mais uma que desaprendeu o único jeito de alcançar a felicidade, sem prestar atenção nas coisas simples da vida.

2 de agosto de 2009

counterattack


Vou dar a volta por cima, cansei de ficar nos cantos por conta das coisas que você me disse. As feridas vão sarar, as cicatrizes não vão desaparecer e você sabe que não deve voltar atrás com suas palavras, você não pode, sabes também que farei o mesmo, mesmo que isso me cause grandes problemas. A falsa expectativa de que tudo poderia melhorar, que eu poderia um dia ter uma relação saudável com você, tudo foi pelo ralo ao você se descontrolar, mais uma vez. Agora é oficial, declaro o meu contra ataque a longo prazo e você vai ver, vou ser mais feliz que você, e vou quebrar esse maldita maldito tabu que vigia de perto cada passo. Fiz uma promessa para mim mesmo, de ser tudo o que você não é, ainda não atingi meu clímax final, e não vou descansar até lá, vou mostrar pra você quem é o imprestável e terás inveja de mim, serei bem sucedido, e você vai engolir todas as palavras e tentativas de afogar meu futuro, você vai. E da próxima vez que eleger seu eleito, escolha uma pessoa melhor, esse terrorismo psicológico não me afeta mais.

Did you know you used to be my hero?

31 de julho de 2009

Caution: fragile



'''''''''Os pais a acharam no banheiro de casa, a garota vítima do álcool, algumas pílulas e uma coleção de histórias tristes estava muito pálida, como se a vida estivesse deixando seu corpo lentamente, a única saída que até então lhe restara, anestesiar a dor aguda que sentia, nesse momento era o único pensamento viável, não, era mais que isso, a última ideia fixa que ela tinha. A próxima visão que a decadente jovem teve de si mesma foi no hospital, presa as faixas, presa a aquela cama que parecia no mínimo aconchegante. Apesar de estar em um hospital, ela sentia que poderia passar uns bons dias ali, como se o resto do mundo e a vida conturbada que até então tinha fossem apenas histórias irreais que ela lera em algum lugar. Entretanto, parecia simples demais, ela pensava, é simples demais para alguém como eu, eis a triste retrospectiva, pensou ela, sem amigos, agora que a única pessoa com quem mantinha um laço de amizade fora embora, sem namorado, depois que ela o tinha descoberto que mantivera um caso com sua prima por pelo menos 5 meses, morar no Iraque (começou a chamar sua casa assim depois que os pais entraram em processo de separação e consequentemente esqueceram que ela existia), não lhe restara uma única pessoa viva nesse mundo a quem recorrer.

'''''''''''''''''''Como você é fútil, o reflexo do espelho disse, ela sabia que estava errada, sabia que não havia justificativa plausível para o que ela fizera, talvez fosse pela necessidade de atenção ou uma prática maneira de dar fim a isso tudo. Expulsar demônios nunca fora tão difícil, escrever se tornara antiquado, dando a perceber que a única saída viável era a que ela tinha escolhido, apenas mais um engano tolo. O vovô faria diferente, pena que ele se foi, e me deixou aqui... - pensou ela de um jeito estranhamente melancólico, o avô e o seu mundo, morrera há pouco mais de 3 meses, tão pouco tempo para uma garota (frágil) de 16 anos se recompor de uma traição, um abandono, um divórcio, uma partida dolorosa e um funeral.


As vezes eu tenho a sensação de que ele está me observando.
Outras vezes eu sinto que eu deveria ir...

23 de julho de 2009

Darkness


'''''''A chuva cai do céu, sublime, levando tudo o que se encontra abaixo dele, se a chuva pudesse levar o que se encontra dentro de mim... O dia vai acabando, e a escuridão vai tomando de conta, finalmente poderei me disfarçar, afinal a escuridão que habita o meu coração e a que preenche a noite de um fulgor fúnebre são semelhantemente parecidas. Vejo as gotas caírem, queria eu poder ser a chuva, que liga a terra e o céu, tão sublime, e algumas vezes tão ameaçadora...
''''''''''''''Estou de volta ao luto, vivendo miseravelmente na esperança de um dia fechar os meus olhos e nunca mais voltar a abri-los, e sonhar pra sempre, o meu sono profundo. Agora, tenho que esconder a escuridão e disfarçá-la, com uma máscara inabalável, e me juntar ao resto do mundo da luz, destinado a sempre me sentir deslocado.

Olá, ainda estou aqui...
Tudo o que restou do ontem.

20 de julho de 2009

Redenção


Ele estava sentado no banco, atônito, observando as ondas do lago como se aquelas onda ao pôr-do-sol fossem a única coisa que lhe restara na vida, ninguém que passava por ali conseguiria dizer que dentro da cabeça daquela pessoa (aparentemente reflexiva) se passava tanto problema, tanta angústia, em excesso, até demais para apenas uma pessoa suportar, nessas horas ele odiava isso, mas não conseguiria desistir, como se fosse um hábito como qualquer outro, justamente ele, que tinha várias manias e observar as ondas do lago era apenas a mais simples delas. Com um singelo sorriso estampado no rosto ele viu a felicidade ir embora, mais uma vez, juntamente com aquela mulher, radiante, como se tivesse um brilho pulsativo, era impossível não olhar pra ela, estava absorto nos próprios pensamentos que por mais inusitado que fosse, a passagem da mulher até então desconhecida tinha varrido tudo da sua cabeça, de volta ao luto, ele se dera conta que já anoitecera, e tinha uma certeza súbita que veria aquela mulher várias e várias vezes, na praia de Newport.

E as minhas falsas promessas cobriam os teus olhos de marejadas ilusões transitórias e substituíveis.

13 de julho de 2009

Não quero te ouvir;




Ouvia gritos, mas não pude distingui-los. Sentia meu coração forçar uma saída pela minha garganta e o brilho incomum ofuscava a minha visão. Eu sabia que podia, então o fiz: abri minha boca e pus para fora o que a minha mente confusa transcrevia para o real rapidamente, e de repente saiu uma banda, pelas ruas e ruelas a cantar um nome, e em um piscar de olhos eu fiz o que não deveria: olhei para trás. Havia um sujeito bem velhinho, de cara simpática, que inocentemente me disse as palavras que eu nunca as esqueci, até o dia de minha morte. Isso me fez calar pelas próximas semanas, fiz uma dieta de silêncio, para conseguir decifrar o enigma que o gentil senhor me dissera antes. Durante essas, fui tomado por um misto de loucura ascendente e desespero, ambos totalmente inúteis. Ele me disse como eu morreria, cheguei a essa conclusão após perceber a ironia entre as suas palavras e o seu gentil sorriso, após resolver o enigma que até então batia a minha porta. Saber como morreria me deu uma coragem descomunal, e me arrisquei constantemente nas minhas próximas aventuras, afinal já sabia como iria morrer. Eu ainda não tinha pensando em quando chegasse ao fim do espetáculo, e percebi que seria tão monótono quanto um filme repetido, fora da minha TV. Tentei esquecer tudo, tirar isso da minha cabeça, mas quanto mais eu tentava mais forte vinha a lembrança do acontecimento ainda não ocorrido. Final tão sem graça que nem valeu a pena ter morrido por ele, maldito velhinho fofoqueiro.


Olhe todas as pessoas solitárias
De onde todas elas vem?
Todas as pessoas solitárias
De onde todas elas são?

12 de julho de 2009

Dust in the wind


O vento soprava levemente o meu rosto, o frio fazia do meu agasalho tão aconchegante quanto uma caneca de chocolate quente ao pé de uma lareira, tão aconchegante por fora, porém repulsivo por dentro. Não sentia nada, não tinha nenhuma idéia reconfortante, o que fazia do casaco tão vazio quanto o velório de um eremita, sem choro nem risos, apenas um caixão vazio, e uma alma inquietante que já deixara o seu fúnebre recipiente. Não tinha nada além de algumas histórias irreais, de alguém sem sonhos, alguém que não tinha forças para provar a si mesmo que era real, agora que o coração antes preenchido por fortes emoções, estava tão vazio quanto o vão que separa imaginação de realidade, como uma folha em branco. Virou uma marionete, sem perspectiva de vida, o qual plano da mesma era falho... então desistiu, acabou como veio, sozinho e sem ninguém para tecer os fios invisíveis, resultou enterrando a si próprio, o lobo solitário que antes vagava pelas ruas e ruelas da cidade sem alma.

Dust in the wind, all we are is dust in the wind.

11 de julho de 2009

Minha garota suicida:


Queria conseguir entender como uma pessoa consegue fazer tanta besteira, deve ser esta a razão por escrever tanta coisa triste. Queria aprender a dizer outra coisa além de 'desculpa, eu estraguei tudo', dizer a coisa certa quando fico sem palavras. Queria não poder dar ouvidos quando alguém me elogia, mas é inevitável, por serem tão poucas as vezes. Queria que as pessoas fossem menos complicadas, também queria ser mais simplório. Queria voltar no tempo, semanas, dias, horas atrás, só pra te conhecer denovo, pra poder me apaixonar por ti mais uma vez. Queria dessa vez, pelo menos dessa vez, não estragar tudo, Cassie.

11 de junho de 2009

Você perdeu denovo


Cansei de errar, e não consigo acertar

As escolhas, sempre me deixam com o coração na mão

Elogios me fazem tirar os pés no chão

Solidão bate a porta e diz:

Olá companheiro, vim fazer companhia, mais uma vez

E o tempo dá continuidade:

Você está jogando no meu jogo, eu faço as regras

E eu fico sem ação, completamente desnorteado...


Sempre me disseram o que fazer

Talvez eu não saiba ser independente

Quem sabe eu só nasci para sonhar

Mas enfim, não posso mais agir da mesma maneira

O tempo me pede isso, para que eu amadureça

Mas não quero fazer isso do jeito mais doloroso

Acho que já tive minha cota de tragédias por toda uma vida

Não quero pagar pelas minhas ações

Se pudesse, faria um empréstimo, para o dia em que eu morrer

E ter um final trágico, como aqueles filmes épicos

Mas do que adianta ter um final feliz se o resto é só tristeza?


As circunstâncias estão ao meu favor,

Mas sinto que estragarei tudo outra vez

No jogo do tempo, ganha quem souber esperar, impossível

Por não saber esperar, deixei escapar várias coisas

Algumas de raro valor, outras sem nenhum sabor

Mas aprendi, ou quase isso,

Se existe um meio errado ou um quase certo, foi isso que eu fiz

Fiquei indiferente surpresas que o mundo me mostrou

Caí do cavalo,

Ao perceber que era coisa demais para o meu mundo pequeno

Acabei casando com a solidão,

A qual insiste em querer não se divorciar.

26 de maio de 2009

Te trago uma rosa;


Te trago uma rosa, uma única rosa. Porque talvez ela consiga dizer, o que da minha cabeça não sai e o que a minha boca não diz.

Te trago uma rosa, como um exemplo clássico de demonstrar o amor épico que sinto, capaz de atravessar eras mitológicas, medievais e até mesmo idade da pedra, amor mais forte que a própria morte.

Te trago uma rosa, para provrar a minha sorte, sorte em te achar no meio da multidão, com as suas manias, e o teu jeito, o jeito que sorri, o jeito que mexe no cabelo, o jeito que brilha intensamente, meu pequeno raio de sol.

Te trago uma rosa, para te fazer mulher, mesmo com apenas uma, mulheres sempre gostam de rosas, acompanhadas de um bilhete e uma caixa de chocolate.

Te trago uma rosa, para te mostrar o cheiro que tens, me fazendo delirar a cada vez que se aproxima de mim.

Te trago uma rosa, para te prometer que mesmo depois que ela murche, meu amor por você não acabará.

Te trago uma rosa, uma única rosa.

20 de maio de 2009

Reação em cadeia



As gotas de chuva me traziam lembranças, lembranças de algo translúcido e doloroso, ambos na mesma intensidade. De repente, eu pude ver, semelhante ao despertar de um sonho, eu pude ver, toda a aparente verdade que cobre o mundo. Meu estado de espírito que acabara de mudar bruscamente me entorpeceu e eu fui envolto por uma névoa de sentimentos confusos, agora tudo tinha um sentido mais amplo, como o nascer e o morrer, cada decisão era crucial. E eu me vi, envolto por algo que lembrava ligeiramente uma nuvem incolor e irreal, mas eu podia sentir, ela era real.

9 de maio de 2009

Sunshine


O sol já ia aparecendo, mais uma vez, imponente como sempre, revelando a verdadeira beleza existente na natureza alterada, o que não se vê toda hora do dia, o amanhecer é especial. Já ouvi algo sobre dar uma cor as horas, se eu fosse dar uma cor ao amanhecer, seria branco, sem dúvida., o branco é a única cor que passa a tranquilidade, e representa a paz com todos os atributos que a mesma possui. Um copo de café e algumas histórias para lembrar são os meus melhores amigos, a saudade já virou companheira inseparável, como se fosse uma parte exterior do meu corpo. Já me disseram que a saudade, ou nostalgia, é o sentimento das nossas memórias, mas pensar na saudade só me faz me preencher dela. Ela apareceu, o meu lindo raio de sol chegou, me fazendo dar adeus a toda a saudade que me preenchia, e dizer até logo ao amanhecer, que mais uma vez dá espaço para as pessoas viverem suas vidas, mais uma vez.


5 de maio de 2009

Tudo sem nada ter



E a minha pretensão, em tentar saber por que não tenho mais jeito, de lutar contra mim mesmo, de tentar ir contra os meus defeitos. A ironia que existe em gostar de ti e não poder demonstrar, me fez te amar e me odiar ainda mais, nesse jogo entre o meu ego e a minha infantilidade, de não saber perder, de não querer te perder. O castelo de esperança que é levado pela onda, sutil porém arrasadora, que derruba todas as esperanças, que deixa somente a incerteza, toda a incerteza que a vida é capaz de dar a alguém, permanecendo a única sólida e viável, que tenho tudo sem nada ter.

4 de maio de 2009

Cositas a más

Anteriormente, eu tinha deixado o blog aos ventos por uns tempos, mas não sei se vou continuar aqui, só aviso que as postagens daqui em diante vai ser sobre coisas aleatórias, seja de um modo irônico, com humor e sarcasmo, até coisas sobre como os homens se sentem, taboos em geral e o grande mistério que as mulheres são, algo sobre música, cinema e TV, enfim, vai englobar as coisas de um novo jeito. Até mais!

4 de março de 2009

O Preço

Eu pago meus pecados, por ter acreditado que só se vive uma vez, pensei que era liberdade mas eram as grades, da prisão.

É por isso que eu amo Engenheiros do Hawaii, eu meio que me identifico com as letras. Há tempos eu não posto nada aqui, eu sei que ninguém vai ler e talvez seja por isso que eu esteja postando, eu tenho essa mania de desabafar escrevendo, talvez seja pela minha repressão, tem certas coisas que eu não consigo falar e acabo guardando tudo pra mim.

Por amor, ás causas perdidas...

Porque eu sempre crio falsas expectativas? Mesmo sendo pessimista (sim, eu sempre penso na pior hipótese) toda vez que eu quebro a cara quando me deparo com alguma falsa expectativa sabe, eu começo a imaginar coisas, eu realmente penso em como seria a minha vida se eu seguisse por aquele caminho e passo viver na ilusão e quando a verdade vem, só eu sei como é.

Eu me sinto um estrangeiro, passageiro de algum trem, que não passa por aqui...

Sinto que em breve virarei um vegetal, é como se eu estivesse na prisão, vejo meus amigos uma vez na vida, e tenho medo de acabar só, me sinto tão estranho quanto uma pessoa pode se sentir, to cansado dessa vida, preciso mudar, preciso de liberdade, pra mim poder me livrar desse sentimento de pesar e culpa que tem sugado cada gota de felicidade de mim nesse tempo todo sozinho, é difícil se haver consigo mesmo...

Diga a verdade, doa a quem doer, doe sangue e me dê seu telefone...

Carpe Diem (Aproveite o dia)

2 de janeiro de 2009

Loucos

Me diga o que há de errado com a sociedade
Quando em todos lugares que eu olho eu vejo
Garotas morrendo para estar na TV
Elas não pararão até
Terem alcançado seus sonhos

Pílulas para emagrecer, cirurgias
Fotos editadas para as revistas
Dizendo a elas como elas devem ser
Isso não faz sentido para mim

Eu acho que as coisas não são como costumavam ser
Não há mais famílias normais
Os pais agem como inimigos
Fazendo as crianças se sentirem como se fosse a 3ª guerra mundial

Ninguém se preocupa, ninguém está aqui
Eu acho que todos nós somos muito condenados ao trabalho
Dinheiro é a nossa prioridade
Isso não faz sentido pra mim

Todos estão ficando loucos?

Me diga o que há de errado com a sociedade
Quando em todos lugares que eu olho eu vejo
Garotos ricos dirigindo grandes carros
Enquanto crianças estão passando fome nas ruas
Ninguém se preocupa
Ninguém gosta de dividir
Eu acho a vida injusta

Todos estão ficando loucos?
Alguém pode me dizer o que está acontecendo?
Me diga o que está acontecendo
Se você abrir os seus olhos você verá que
Alguma coisa está errada.

Faça algo de útil para todos ao seu redor, não pense somente em si mesmo, mude seu estilo de viver nesse novo ano que acaba de começar.