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10 de agosto de 2009

A Carta de Dom Quixote




Muito prazer, me chamo Dom Quixote De La Mancha, escrevo de outros tempos, creio eu que menos alegres do que o para qual vos escrevo agora. Eu sou um guerreiro do mais puro sangue, matador de Dragões, mas não por ser nobre, e sim porque o meu espírito de guerreiro diz para assim fazê-lo. Não é fácil ser um guerreiro, mesmo nesses tempos, nunca foi, e tenho certeza de que nunca será, caro leitor desocupado do futuro. Espero que alguém no futuro saiba quem foi Dom Quixote, uma vez que aqui sou um legendário matador de Dragões, um herói pouco estimado nos meus tempos, talvez pela má fama de lunático aluado que ganhei após derrotar um Dragão enorme, cuspidor de chamas incandescentes que queimavam tudo o que tocavam, chamas que ardiam para sempre, chamas perpétuas, mas eu não ligo. Eu não ligo, se esse for o preço que tenho que pagar por ser quem eu sou, o preço que eu pago por lutar por amor. E você, pessoa futurística, saiba que lhes deixo como herança os meus ideais, espero que com uma fagulha de certeza que você jamais desista de lutar, mesmo se não for contra Dragões lendários, lute por amor, ás causas perdidas. Então não me decepcione, porque vocês são meus herdeiros, herdeiros de Dom Quixote De La Mancha.

2 comentários:

Maíra disse...

E mais uma vez você escreve tudo o que um dia eu já quis dizer. Seu chato -n.
Ótimo como sempre, Marcos. :D

Kaique Colombari disse...

Incandescente! Muito bom.