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16 de outubro de 2009

15/10/09


* Eu me perdi no meu caminho, me perdi dentro de mim mesmo, e só percebi isso quando me olhei no espelho e só vi vaidade subjugada. Estive preso no meu retrocesso, como se no começo existisse uma jaula imaginária com humanos dentro e eu estivesse fora dela, até que eu fui forçado a entrar, e depois que entrei, comecei a pensar como os humanos que estavam dentro, me esquecendo de como era estar fora da jaula imaginária, mas eu sabia que o lá fora existia, sabia que era real talvez seja essa a principal diferença de mim para o resto, e a razão de eu me sentir deslocado na maioria das vezes. Me tornei muito amargo durante essa caminhada para sair da jaula imaginária, a inocência anterior fora convertida em um tipo de amargura sagaz, me tornei uma pessoa muito seca em busca de água, água que eu já tinha, uma água contida.

* Quero me reconstruir, mas não sei como me desfazer, não sei como me quebrar (considerando que para reconstruir algo, têm que quebrar-se algo primeiro), será que alguém poderia fazer isso por mim? Já não tenho motivação nem disposição suficiente para tal, mas necessito disso para um bem-estar futuro, e não a comodidade atual. Quero reconstruir uma versão aprimorada de mim, mas já não lembro mais de quem eu costumava ser, como poderei aprimorar algo que não sabia como era? Sei o que sou hoje, uma espécie bem estranha de Dom Quixote as avessas, lembrando de mil e uma coisas, esquecendo que sair de casa já é se aventurar.

Eu preciso da tua presença para que,
pela primeira vez, sentir genuína saudade.

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