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21 de agosto de 2010

Sobre bolhas, sufrágios e a vida



Eu procuro por algo. Não sei o que é, não faço a mínima idéia de onde encontrar, não faço a mínima idéia se existe. Isso deve significar viver... crescer querendo uma coisa, pra no final saber que você já a tinha o tempo todo, ou, que você a desperdiçou, ou, que nunca vai encontrá-la. Desse ponto de vista a vida é um sufrágio, um conjunto de qualquer coisa que você busque que nunca serão alcançados, e daí vem o assentimento ou o não assentimento global pela vida, pois hoje a coisa mais comum é ser influenciado facilmente. O tempo passa, e cada pessoa única (sim, todos somos únicos) vive com a sua visão minimista das coisas, como se existisse uma bolha pequena que elas chamam de mundo e só o que existe é o que está dentro da bolha, nada de externo é válido, e tudo o que está dentro da sua bolha está sujeito a seu injusto julgamento - pessoas são complexas demais para serem julgadas. Tenho a estranha sensação que o tempo nos amaldiçoa, pois a cada segundo que passa estamos morrendo, e fico infeliz no momento que penso que ainda não vivi um terço do que eu quero, e que certas coisas que dou valor, possam não ter tanto valor assim.

A vida é um sufrágio eterno aos perdidos - e um grande clichê.

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