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13 de abril de 2012

Nada em seu lugar



É esse silencio constrangedor que fica. É nessa parada que o meu ônibus para e me deixa sozinho, com as mãos enregeladas e tremendo de frio. Já faz uns 20 minutos que eu ando sem direção, e já faz mais algum tempo desde a última vez que eu consegui ver o sol ou alguma outra pessoa por aqui, nem que seja vagando, assim como eu, ou ocupada em alguma tarefa cotidiana não importante. Eu assisto o crepúsculo cair silenciosamente, deixando esse silêncio inquieto por conta da noite, que se alonga. Isso me perturba. Eu sento em um banco, ergo a minha mão na direção da luz de um poste, assisto uma folha cair de alguma arvore perto e a acompanho com o indicador, até que ela deita sutilmente em cima do banco e a luz do poste se apaga, como um sopro. As nuvens alaranjadas da luz vieram novamente, agora carregadas de chuva, sinal de que eu devo voltar, mesmo que não pertença à aquele lugar. 

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