
Comecei a perseguir um pequeno sonho, pequeno e simples na essência, mas complexo em sua realização, e que com certeza pode me oferecer vários enormes e suculentos frutos mais a frente. Fazia um certo tempo que não lembrava mais como era sentir medo e ansiedade, redescobri isso ao mergulhar de cara no desconhecido, o ridículo chega de fininho, faceiro como só ele sabe fazer... Ansioso para sair o mais rápido do desconhecido, então era ânsia de tornar o desconhecido conhecido, e isso exige tempo, e mesmo se fizesse de pronto isso me cegaria de tal forma que seria melhor arrancar os olhos ao invés de tê-los, aí viria o medo do ridículo, por estar cego e não poder conhecer absolutamente nada, além do estranho, mas pela minha sorte já estou familiarizado com esse, não tenho medo do estranho, e sim do aparente e (ou) do inevitável. Sei muito bem como é estar cego e conheço muito bem o ridículo, por isso digo, prefiro não fazê-lo. No fim das horas de espanto e desnorteamento correu tudo bem, para a minha surpresa, finalmente me senti um astronauta pisando na Lua, provavelmente irei gastar um pouco do meu cotidiano nela até ser tomada repentinamente, antes que tudo se desfaça, a estrada daqui até a Lua é longa e o caminho é arriscado, mas eu estarei lá, em cada parada daquela rodovia, a infinita highway.
Corra, voe alto sem perder a direção
Acorda, o medo não é a solução.
Corra, voe alto sem perder a direção
Acorda, o medo não é a solução.




