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24 de novembro de 2009

JJ says goodbye



Ainda sinto o gosto amargo da poção que tomei, meu organismo repugna esse veneno que se espalha pelo meu corpo e lentamente dá cabo a minha vida, tirando a luz dos meus olhos, meu fim não pode estar tão perto assim... dou cabo a minha vida, pois não vejo mais motivo para permanecer nela. Quero me aventurar em lugares que até a razão desconfia, quero ir aonde nenhum humano chegou, ou pelo menos voltou para contar. Effy, por favor me perdoe, dói muito mais em mim não ter a quem amar.

23 de novembro de 2009

I need you so much closer




E nesse pôr-do-sol...

... fica a certeza de que a mesma luz do sol nos ilumina, e o mesmo céu está acima de nós, e a incerteza de que algum dia eu venha te achar, pessoa cujo rosto ainda não reconheço. Enquanto isso, aproveito meus momentos de ócio...

So come on.

19 de novembro de 2009

Vertigem



Não quero mais ficar aqui em cima, quero voltar de onde vim, lá de baixo, aonde tudo é mais simples e se resume em uma dimensão, cansei de ver o quão longe a linha do horizonte está, cansei de pensar o quão pequeno sou eu olhado de longe, o quão significante minha existência é quando olhada de um sentido mais amplo, quando olhada lá de cima, exatamente aonde estou e nos andares superiores desse prédio branco, que pode ruir e desabar a qualquer instante, me levando junto a ele. Tenho medo de altura, e agora sei o exato motivo por nunca ter vindo aqui antes.

14 de novembro de 2009

My Under Skin I

Quem é você que eu não reconheço?
Porque você não consegue me ver?
Esse muro, essa parede sólida de gelo
Esse abismo que nos separa, qual a importância dele?
É desse vazio, que és preenchida?
Agora sim, vejo porque não te conheço mais
E o porque dos nossos caminhos não se cruzarem
Queremos coisas diferentes, estamos em situações diferentes
Somos pessoas diferentes, agora preenchidas por coisas diferentes
Não somos mais quem éramos juntos, não mais.
"Boa sorte"

13 de novembro de 2009

The Gray Race




Consideremos, por um instante que o mundo é todo preto-e-branco, e as pessoas por natureza, tem cores também, sem abusar do termo colorido.

- Qual a sua cor? Que cor você acha que é?

Sinto muito, mas hoje nós só somos um negativo do que as gerações passadas foram, digitalizamos emoções, ditamos um modo de vida, construímos essa sociedade que está impregnada dessa coisa podre e fedida chamada hipocrisia, e um após o outro nós caímos e insistimos no erro, construímos um castelo de areia, que vai ruir na primeira grande onda que vier, mas nos enganamos, nos encolhemos quando o mundo que criamos sofre um abalo por uma circunstância qualquer, nos ofendemos quando ferem o que chamamos de orgulho, e tomamos decisões tolas e estúpidas por isso, fodemos com a natureza e depois falamos em "desenvolvimento sustentável", em "preservar", em "economizar". Sem mais nada pra dizer, falamos milhares de coisas que não faz nenhum sentido, até inventamos algumas pra nos fazer melhor, pra ter uma mão imaginária pra segurar, um corpo imaginário pra te abraçar, uma face sorrindo pra dizer que tudo é uma maravilha, inventamos mais e mais mentiras pra não ter que encarar a realidade, reagimos de acordo com a imaginação só pra pensar que o mundo pode ser perfeito, mas o que não encaramos é que o mundo é perfeito, e quem é imperfeito é o ser humano, isso nunca vai funcionar. Somos a raça cinza, uma sombra, vivemos nas sombras, somos pessoas cinzas fazendo um trabalho cinza, em um mundo preto-e-branco.

- Você ainda acha que tem cor? Ou acha que é só mais um negativo?



* Feliz sexta-feira 13, que seus fantasmas te afrontem, e você enfrente seus demônios.

6 de novembro de 2009

Aquele transeunte insolente

A cidade dorme, enquanto eu aqui fico pensando em como quebrar as regras, pensando em como burlar as normas, como me esquivar cada ataque de frente que o acaso insiste em desferir.

O mundo me vigia, observando de perto cada paço que inocentemente dou, cada gesto que faço inconscientemente, cada ação sem sentido e cada reação sem mais sentido ainda, o mundo nos vigia.

Eu fico em silêncio, pra ouvir e observar o que cada um ao redor de mim faz, aonde cada coisa fora do lugar cai, por onde meus passos me levam, aonde a onda do mar bate, aonde o vento sopra.

A cada volta, a cada círculo andado, a cada história repetida, é como se essa cidade, as pessoas e o mundo conspirassem contra mim. Todas essas ações inúteis finalmente parecem ter alguma razão, uma causa ou, causador.

Medo? Todos temos, isso reforça meu traço humano, mesmo que perdido. Não é a justificativa para deixar de ir em frente, mas sim para todas as feridas não-cicatrizadas no meu corpo, lembranças de cada batalha perdida, ou celebração de cada dádiva vinda até mim por meio de uma batalha.

Insisto, insisto para ganhar a guerra, que só acaba quando eu chegar aonde quero, eu, e somente eu digo quando isso acaba.

Deixa eu entrar na sua vida?

3 de novembro de 2009

Antes da tempestade



Ouço o vento lambendo o topo das árvores, um tipo de vento gelado, do tipo que anuncia uma grande tempestade. Meu corpo antes vazio, agora se enche de ansiedade e medo, que antes eu guardava nas mais profundas entranhas da minha alma os vêem sendo expostos pela reles passagem de uma simples tempestade. Meu mundo é revirado, virado ao avesso, se ele não tiver uma base sólida, virá a ruir, se transformar em entulho, e se eu não tiver a determinação necessária pra reconstruí-lo ou ao menos reparar os danos, será arrasado na próxima tempestade.

Determinação tal essa a ponto de ver aquela gigantesca nuvem negra vindo e esbravejar a plenos pulmões aquilo que nunca pode ser dito por você, e ir de frente contra a tempestade, mesmo sabendo das possíveis conseqüências, mesmo sabendo de toda fúria e ferocidade que uma tempestade carrega.

Porém, depois que você atravessa, você olha pro outro lado, depois que as sombrias e terríveis horas passaram você vê que é forte, que foi capaz de ir contra algo que todos temem, vê que foi capaz de passar por tudo, mesmo que você tenha dado meia volta, mesmo que você não tenha atravessado intacto, você sempre poderá recomeçar.

A paz antes da tempestade... é isso que me fascina, e que também me dá medo.